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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Saudade I

Entre o rio e mar observo as luzes da cidade que se prepara pra dormir.
De um lugar distante e em meio à escuridão, não vejo ninguém, não ouço ninguém. Tento conversar comigo, dividido entre a dor e a aceitação, enfrentando medos e angustias.
As marcas do amor ainda estão em minha pele, em minhas roupas. 
O corpo ainda treme... Não mais do orgasmo do amor que foi eterno, mas sim da ausência que fere o corpo e consome a alma.

Como as ondas a gente vai e volta, se chocando com as pedras, esperando o mar acalmar.

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Enquanto o mundo passa

Enquanto o mundo passava ele sumiu, deixou de ser quem era. Perdeu a perna, a cabeça e o coração. Perdeu-se de si mesmo.
O pior de tudo é que não sabia que estava perdido. Muitos tentaram lhe avisar, mas ele não conseguia ouvir e nada fazia sentido. Foi preciso que chegasse à beira do abismo, na divisa entre á sanidade e a loucura para perceber que precisava de ajuda.
Hoje ele caminha, sozinho e em silêncio, numa jornada que ninguém pode lhe acompanhar. Que ninguém pode fazer por ele.
Ele ainda está perdido e não sabemos quem vai voltar...

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

É senso comum a ideia de que a diferença entre o remédio e o veneno é a dosagem. Então não existe diferença entre os dois.

A "substância" está em minhas mãos, ou melhor, esteve. Hoje paira na minha vida como o ar e eu não sei a dosagem. Não posso medi-la e nem ao menos controla-la.
Por vezes amor; outras vezes ódio; quase sempre paixão; muitas vezes afeto e de uns tempos pra cá loucura. Falta ar, falta chão, falta tudo. Somos todos loucos perdidos e eu ainda perco meu tempo e saúde buscando razão em sentimentos.
Por vezes parece que a única alternativa esta num limbo, num vazio total.

Melhor se acalmar.



Corra.

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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Chove

Em Recife chove, chove caju.
Galhos que por longos dias floriram, hoje jorram por todo lugar.
Frutos esses que atenderão nossos desejos, em momentos de calor ou não.

Na Rural chove, chovem mangas.
Quilômetros de um emaranhado de galhos, criando um telhado natural para todo o local.
Porém é um telhado que não protege, parece se vingar, jogando suas armas frutíferas na cabeça de quem passa e nos carros que em baixo dela estacionam.

Na minha mente chove, só chove;
Escurecendo meu céu, alagando meu chão.

Mas lá fora faz calor, calor que queimou minhas ultimas palavras...

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O SONO – SALA DE JANTAR

Começa a escurecer no Recife* e por entre o asfalto molhado escorre o peso de um longo dia. Os olhos quase fechando, o corpo quase se entregando ao aconchego; ao descanso.
Madrugada à dentro transito pela casa em movimento pendular. Com os olhos vermelhos, quase fechando, eu caminho até minhas baterias se esgotarem. A geladeira vibra e seu ruído ecoa no silêncio da sala de jantar. O cachorro vem andando lentamente pela casa, suas unhas dançam pelo piso criando sons curtos e finos.
A cama me espera. O grande momento de reflexão humana me espera:
O Sono.
Lembranças, ideias, esquecimento... Tudo isso permeia meu travesseiro.
Meu lençol, hoje fino, me acolhe bem e me protege dos monstros. É... ele nina meus sonhos, esperando te encontrar e assim, finalmente esse poema conseguir terminar.
A chuva tenta cair... aos poucos os pingos descem, salpicando em meu telhado. Minha cabeça cansada organiza todos os sons e de um modo quase automático ela me guia até o quarto, me deixando pronto pra fugir.




*Esse “Recife” que eu falo não é necessariamente a cidade, mas a o meu dia.

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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

angustia

Saudades do tempo que conseguia extrair palavras de meus dramas, de quando em algumas linhas exprimia as dores que me afligiam.
Revejo papeis, páginas ou fotos. Não sinto saudades (pelos menos tento), também não faço planos, tento viver o que consigo, não o que sonho.
Caminho sempre nos mesmos lugares, não olho em outras direções. Não quero perder de vista o que nem imagino o que seja. De pé ou sentado vejo os mesmos rostos, mesmas expressões.
Não sei se a vida é triste ou feliz e nem quero perder meu tempo pensando nisso. Apenas queria (ao menos nestes parágrafos, não em minha vida) descrever um sentimento:                                                                                                                                                angustia.

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Quem sou eu

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Recife, Pernambuco
Sou o que já fiz de errado, sou o que nunca fiz, sou o que dizem que sou, sou as lembranças do passado. Hoje sou tão vítima quanto agressor.

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